Carros mais roubados e furtados em SP: ranking por modelo e por 1.000 veículos

Ranking de carros mais roubados e furtados em São Paulo com comparação entre volume e índice proporcional

Quando alguém procura pelos carros mais roubados em SP, normalmente encontra uma lista ordenada pelo número total de ocorrências. Esse ranking é útil, mas conta apenas uma parte da história: modelos com frotas muito grandes tendem a aparecer mais vezes simplesmente porque existem em maior quantidade nas ruas.

O primeiro estudo do Observatório Seguro Auto Explicado analisou registros de roubo e furto de veículos no Estado de São Paulo entre 1º de setembro de 2025 e 31 de agosto de 2026 e comparou os resultados com a frota ativa do Detran-SP de agosto de 2026.

O resultado mostra por que vale olhar os dados de duas formas. O Volkswagen Gol liderou em volume, com 2.335 ocorrências. Já o Fiat Cronos teve 555 ocorrências, mas apareceu em primeiro lugar quando o número foi comparado com o tamanho da frota: 13,74 ocorrências para cada 1.000 veículos ativos.

Isso não significa que um proprietário de Cronos tenha uma probabilidade de 13,74 em 1.000 de ter o carro roubado ou furtado. A métrica é um índice proporcional de ocorrências, criado para comparar modelos com frotas de tamanhos diferentes. Se a sua dúvida é sobre a proteção do contrato, veja também quando o seguro cobre roubo e furto.


Observatório Seguro Auto Explicado
Estudo #1 · Fontes: SSP-SP e Detran-SP · Dados processados em outubro de 2026

Resumo rápido

  • O Volkswagen Gol liderou o ranking por volume, com 2.335 registros de roubo ou furto no período analisado.
  • O Fiat Cronos liderou o índice proporcional entre os modelos elegíveis, com 13,74 ocorrências por 1.000 veículos da frota ativa.
  • Fiat Argo e Fiat Mobi ficaram em segundo e terceiro lugares no índice proporcional, com 10,83 e 9,47 ocorrências por 1.000 veículos ativos.
  • O Nissan Kicks teve o maior crescimento absoluto entre os modelos comparados: passou de 620 para 999 ocorrências, aumento de 379 registros.
  • Nos 20 modelos com mais ocorrências, o número de furtos foi maior que o de roubos em todos os casos.
  • Os rankings não representam probabilidade individual e não permitem concluir, sozinhos, que determinado modelo terá seguro mais caro.

Quais foram os carros mais roubados e furtados em SP?

Considerando o número absoluto de ocorrências no Estado de São Paulo entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o Volkswagen Gol ficou em primeiro lugar. Foram 2.335 registros após o tratamento e a deduplicação da base, seguido por Hyundai HB20, Ford Ka, Chevrolet Onix e Fiat Uno.

Esse ranking responde à pergunta mais direta: quais modelos apareceram mais vezes nos registros analisados? Ele não leva em conta quantos veículos de cada modelo existem na frota paulista. Essa comparação aparece mais adiante.

Ranking dos 20 carros com mais ocorrências

#ModeloRoubosFurtosTotal
1Volkswagen Gol1032.2322.335
2Hyundai HB202741.8382.112
3Ford Ka951.9492.044
4Chevrolet Onix1481.5601.708
5Fiat Uno571.5841.641
6Chevrolet Corsa431.3501.393
7Fiat Argo1321.2011.333
8Fiat Mobi871.1481.235
9Fiat Palio691.1401.209
10Renault Kwid1161.0501.166
11Fiat Strada639931.056
12Volkswagen Saveiro789371.015
13Nissan Kicks74925999
14Jeep Renegade62926988
15Volkswagen Fox57845902
16Fiat Toro73773846
17Jeep Compass37753790
18Renault Sandero53726779
19Honda HR-V44728772
20Chevrolet Prisma58647705
Fonte: Observatório SAE, com dados da SSP-SP. Período: 01/09/2025 a 31/08/2026. Ranking após deduplicação e normalização dos modelos.
Ranking dos carros com mais registros de roubo e furto em São Paulo entre setembro de 2025 e agosto de 2026
Top 10 por número absoluto de ocorrências no período analisado.

Uma característica chama atenção na tabela: o furto predominou amplamente. No Gol, por exemplo, foram 2.232 registros classificados como furto e 103 como roubo. No HB20, foram 1.838 furtos e 274 roubos. O estudo preservou a classificação registrada na base da SSP-SP, sem transformar uma natureza em outra.

Por que o carro com mais ocorrências não é necessariamente o mais exposto?

Imagine dois modelos. O primeiro tem milhões de unidades registradas e aparece 2.000 vezes nos registros. O segundo tem uma frota muito menor e aparece 500 vezes. Olhar apenas para 2.000 contra 500 pode fazer o primeiro parecer muito mais relevante, mas a comparação muda quando o tamanho de cada frota entra na conta.

Por isso, o Observatório SAE calculou um segundo indicador:

ocorrências por 1.000 veículos da frota ativa = ocorrências deduplicadas do modelo ÷ frota ativa do modelo × 1.000

Para reduzir distorções causadas por modelos muito raros, o ranking proporcional principal só considera modelos com pelo menos 10 mil veículos na frota ativa e 30 ocorrências no período.

Essa métrica serve para comparar a presença das ocorrências em relação ao tamanho da frota. Ela não é uma probabilidade individual, não prevê o que acontecerá com um carro específico e não incorpora fatores como município, bairro, horário, forma de uso ou perfil do motorista.

Quais carros tiveram mais ocorrências por 1.000 veículos ativos?

#ModeloOcorrênciasFrota ativaPor 1.000
1Fiat Cronos55540.39013,74
2Fiat Argo1.333123.09910,83
3Fiat Mobi1.235130.4679,47
4Nissan Frontier27431.7908,62
5Renault Kwid1.166145.6578,01
6Nissan Sentra23931.8427,51
7Fiat Toro846124.3216,81
8Mitsubishi ASX15724.9696,29
9Hyundai i3029647.1936,27
10Fiat Pulse28346.4296,10
11Mitsubishi Outlander12420.6316,01
12Nissan Kicks999173.7215,75
13Hyundai HB202.112395.4565,34
14Fiat Fastback29455.1725,33
15Kia Sportage16831.5405,33
16Jeep Compass790152.1945,19
17Jeep Renegade988198.1464,99
18Ford Ka2.044414.3544,93
19Toyota Hilux510109.0264,68
20Volkswagen Amarok18840.1974,68
Fonte: Observatório SAE, cruzando ocorrências tratadas da SSP-SP com a Frota Ativa do Detran-SP de agosto de 2026. Corte do ranking: frota ativa ≥ 10.000 e ocorrências ≥ 30.
Ranking de ocorrências de roubo e furto por 1.000 veículos da frota ativa em São Paulo
O índice proporcional compara o número de ocorrências com o tamanho da frota ativa de cada modelo.

Gol x Cronos: por que os dois rankings contam histórias diferentes?

O contraste entre Gol e Cronos resume a principal conclusão do estudo.

  • Volkswagen Gol: 2.335 ocorrências para uma frota ativa de 1.371.051 veículos, o equivalente a aproximadamente 1,70 ocorrência por 1.000.
  • Fiat Cronos: 555 ocorrências para uma frota ativa de 40.390 veículos, o equivalente a 13,74 ocorrências por 1.000.

Em outras palavras, o Gol aparece muito mais vezes no total porque sua frota ativa é muito maior. Quando as ocorrências são colocadas em relação ao tamanho da frota, o Cronos apresenta um índice proporcional cerca de oito vezes maior nesse recorte.

Isso também explica por que uma lista de “carros mais roubados” pode produzir uma impressão diferente de um ranking proporcional. As duas medidas respondem a perguntas diferentes: uma mostra volume; a outra mostra ocorrências em relação à frota.

Comparação entre volume de roubos e furtos e ocorrências por 1.000 veículos ativos por modelo em São Paulo
Modelos com grande volume de ocorrências não necessariamente ocupam as primeiras posições quando o tamanho da frota entra na comparação.

Quais modelos mais cresceram no último ano?

O Observatório também comparou o período principal, de setembro de 2025 a agosto de 2026, com os 12 meses imediatamente anteriores. Aqui, o ranking foi ordenado pela mudança absoluta no número de ocorrências, e não apenas pelo percentual.

O maior aumento foi do Nissan Kicks: de 620 para 999 ocorrências, uma diferença de 379 registros. Em seguida vieram Renault Kwid, Fiat Toro, Fiat Fastback e Honda HR-V.

#ModeloPeríodo anteriorPeríodo atualMudançaVariação %*
1Nissan Kicks620999+379+61,1%
2Renault Kwid8671.166+299+34,5%
3Fiat Toro588846+258+43,9%
4Fiat Fastback73294+221base anterior < 100
5Honda HR-V553772+219+39,6%
6Volkswagen Saveiro8211.015+194+23,6%
7Fiat Pulse141283+142+100,7%
8Toyota Corolla Cross60197+137base anterior < 100
9Chevrolet Onix Plus216349+133+61,6%
10Kia Sportage100168+68+68,0%
*O percentual só é destacado quando os dois períodos têm pelo menos 100 ocorrências. A ordenação é pela mudança absoluta.
Modelos com maior crescimento absoluto de ocorrências de roubo e furto em São Paulo
Variação absoluta entre set/2024–ago/2025 e set/2025–ago/2026.

O crescimento merece contexto. Um modelo pode subir muito em termos percentuais quando parte de uma base pequena. Por isso, o estudo evita transformar casos como 1 para 37 ocorrências em manchetes de “alta de milhares por cento”. Para destaques percentuais, exigimos pelo menos 100 ocorrências em cada um dos dois períodos.

O Kicks, por exemplo, tem base suficiente para uma comparação mais estável e já possui um guia específico no SAE sobre o que influencia o preço do seguro do Nissan Kicks. O mesmo vale para o seguro do Renault Kwid.

Roubo e furto são a mesma coisa neste ranking?

Não. A base da SSP-SP diferencia os veículos marcados como Roubado e Furtado, e o Observatório preservou essa classificação no processamento.

Para formar o ranking geral, as duas naturezas foram somadas. A tabela, porém, mantém as colunas separadas justamente para que o leitor consiga enxergar o perfil de cada modelo.

Nos 20 primeiros por volume, o furto foi numericamente maior que o roubo em todos os modelos. Isso não permite concluir por que um modelo aparece mais em uma natureza ou outra, mas mostra que misturar os dois conceitos sem informar a composição pode esconder uma parte importante do resultado.

Por que este ranking pode ser diferente de outros publicados em 2026?

Rankings de roubo e furto podem divergir sem que um deles esteja necessariamente errado. O resultado depende do período analisado, da área geográfica, da fonte de dados, dos tipos de veículos incluídos e da forma de normalizar os nomes dos modelos.

Este estudo usa todo o Estado de São Paulo e uma janela de 12 meses completos, de 1º de setembro de 2025 a 31 de agosto de 2026. Um levantamento restrito à capital, à Região Metropolitana ou a apenas alguns meses de 2026 pode produzir outra ordem.

Há ainda uma segunda diferença: aqui o leitor vê tanto o número absoluto quanto o índice proporcional. Por isso, um modelo pode liderar uma tabela e aparecer bem mais abaixo na outra.

Ter mais ocorrências significa seguro mais caro?

Não necessariamente. O número de roubos e furtos de um modelo não determina sozinho o preço do seguro.

Na cotação entram diversas informações, que podem incluir características do veículo, região de circulação e pernoite, perfil do motorista, uso do carro, coberturas escolhidas, franquia, custo de reparo e histórico de sinistros. Para entender esse conjunto, veja o que define o valor do seguro auto.

O endereço também pode mudar a avaliação de risco. O SAE explica separadamente como o CEP pode influenciar o preço do seguro.

Portanto, seria incorreto olhar para esta tabela e afirmar que o primeiro colocado necessariamente terá a apólice mais cara. O estudo mostra ocorrências registradas e sua relação com a frota, não uma tabela de preço de seguro.

Também é importante separar preço de cobertura. Uma contratação focada apenas em roubo e furto pode ter escopo diferente de uma proteção mais ampla. Veja o que pode ficar de fora de um seguro só contra roubo e furto.

Como o Observatório SAE fez este levantamento

O estudo utilizou duas fontes públicas oficiais:

  • SSP-SP: base de veículos subtraídos disponível na área de consultas estatísticas da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, usada para identificar registros de veículos marcados como roubados ou furtados.
  • Detran-SP: base pública de Frota Ativa de agosto de 2026, usada como denominador do índice proporcional.

As bases anuais da SSP-SP continham 654.995 linhas brutas. O processamento não contou linhas diretamente. Primeiro foi mantida a versão mais recente de cada boletim e, depois, uma unidade por veículo vinculado ao BO. Na janela completa dos dois períodos comparados, o processo chegou a 104.068 registros deduplicados.

No período principal, havia 46.539 ocorrências na classe de automóveis, SUVs e picapes considerada para o ranking principal antes da conciliação final dos nomes. Destas, 42.229 foram conciliadas em pares de marca e modelo cobertos por regras explícitas, equivalentes a 90,74%. Outras 4.310 ficaram fora dos rankings normalizados porque ainda apresentavam descritores ambíguos ou insuficientes.

A normalização foi necessária porque um mesmo veículo pode aparecer com abreviações, versões e grafias diferentes. Exemplos como HB20, HB20S e HB20X foram mantidos separados; aliases de marca e versões reconhecíveis foram conciliados; e casos duvidosos permaneceram pendentes em vez de serem forçados para algum modelo.

Antes do fechamento, os pares presentes nos três Top 30 foram reconciliados novamente. Em 59 pares marca/modelo, o total usado nos rankings ficou igual à soma das variantes da SSP-SP e, quando aplicável, à frota consolidada do Detran-SP, com diferença zero na checagem final.

As fontes oficiais podem ser consultadas diretamente na SSP-SP e no conjunto de dados de Frota Ativa do Detran-SP.

Limitações do estudo

Todo ranking baseado em registros administrativos precisa ser lido com limites claros.

  • A própria SSP-SP informa que a base exploratória de veículos subtraídos é bruta, pode conter inconsistências e não deve ser confundida com a estatística criminal oficial do Estado.
  • O índice proporcional compara ocorrências acumuladas em 12 meses com um retrato da frota ativa em agosto de 2026.
  • O arquivo efetivamente publicado pelo Detran-SP para agosto não trouxe ano-modelo nem ano de fabricação. Por isso, o denominador usa toda a frota ativa do modelo, sem recorte de idade.
  • 4.310 ocorrências da classe principal permaneceram fora dos rankings por não terem normalização segura de marca/modelo.
  • O estudo não controla município, bairro, horário, uso do veículo, exposição individual nem outros fatores necessários para transformar o índice em probabilidade pessoal.

Essas limitações são a razão pela qual o SAE usa a expressão “ocorrências por 1.000 veículos da frota ativa”, e não “chance de roubo”, “risco real” ou “probabilidade de ser roubado”.

Fontes e dados para download

Para permitir conferência e reutilização responsável dos resultados, o Observatório SAE disponibiliza os rankings processados, a validação metodológica e a reconciliação final utilizada neste estudo.

Baixar os dados processados do estudo

O pacote não substitui as bases originais. Para análises próprias, consulte também os arquivos disponibilizados diretamente pela SSP-SP e pelo Detran-SP.

Conclusão

O ranking mostra por que “carro com mais roubos e furtos” pode significar coisas diferentes. Em volume absoluto, o Volkswagen Gol liderou o período analisado, com 2.335 ocorrências. Quando a comparação considera o tamanho da frota ativa, o Fiat Cronos ficou em primeiro lugar entre os modelos elegíveis, com 13,74 ocorrências por 1.000 veículos.

A leitura mais útil não é escolher apenas uma das duas tabelas, mas entender o que cada uma responde. O volume mostra onde houve mais registros. O índice proporcional ajuda a comparar modelos com frotas muito diferentes. A tendência mostra quais nomes ganharam participação nos registros em relação aos 12 meses anteriores.

Esses dados ajudam a entender melhor o cenário, mas não substituem uma cotação nem permitem prever o preço de uma apólice. Para decisões de seguro, é preciso considerar o veículo, o perfil do motorista, o CEP, o uso e as coberturas contratadas.

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Perguntas frequentes

Qual foi o carro com mais registros de roubo e furto em São Paulo?

No recorte do Observatório SAE, de 1º de setembro de 2025 a 31 de agosto de 2026, o Volkswagen Gol liderou em volume com 2.335 ocorrências de roubo ou furto após o tratamento da base.

Qual modelo teve mais ocorrências em relação à frota ativa?

Entre os modelos que atenderam ao corte de pelo menos 10 mil veículos ativos e 30 ocorrências, o Fiat Cronos liderou com 13,74 ocorrências para cada 1.000 veículos da frota ativa.

Por que outro ranking pode mostrar um carro diferente em primeiro lugar?

Porque período, região, fonte e metodologia alteram o resultado. Um ranking da capital ou da Região Metropolitana, por exemplo, não mede exatamente o mesmo universo de um estudo com todo o Estado de São Paulo durante 12 meses completos.

O índice por 1.000 veículos mostra a chance de meu carro ser roubado?

Não. Ele é um índice proporcional para comparar o número de ocorrências com o tamanho da frota ativa de cada modelo. Não leva em conta exposição individual, bairro, uso, horário, perfil do proprietário nem outras variáveis necessárias para estimar uma probabilidade pessoal.

Um carro com mais roubos ou furtos sempre paga seguro mais caro?

Não necessariamente. O preço do seguro depende de vários fatores além das ocorrências do modelo, como perfil do motorista, CEP, uso do veículo, custo de reparo, coberturas, franquia e critérios de cada seguradora.